quarta-feira, 13 de outubro de 2010


Vida

É o amor existencial.

Razão

É o amor que pondera.

Estudo

É o amor que investiga.

Filosofia

É o amor que pensa.

Religião

É o amor que busca a Deus.

Verdade

É o amor que etemiza.

Ideal

É o amor que se eleva.


É o amor que transcede.

Esperança

É o amor que sonha.

Caridade

É o amor que auxilia.

Fraternidade

É o amor que se expande.

Sacrifício

É o amor que se esforça.

Renúncia

É o amor que depura.

Simpatia

É o amor que sorri.

Trabalho

É o amor que constrói.

Indiferença

É o amor que se esconde.

Desespero

É o amor que se desgoverna.

Paixão

É o amor que se desequilibra.

Ciúme

É o amor que se desvaira.

Orgulho

É o amor que enlouquece.

Sensualismo

É o amor que se envenena.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.



Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 1 de julho de 2010


"Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto.

Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas.

Tão só nesta hora tardias-eu, patético detrito pós-moderno com requicios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu haavy-metal, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.

Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras.

Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como- eu estou aqui, eu te toco também.

Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão.

No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor.

Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo.

Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio- tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor.

O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa? ( Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis.

Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida.

Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão.

Preciso dessa emoção que os antigos chamacam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinha medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro misturar coxas e espíritos no fundo do outro - você, outro-espelho, outro- igual- sedente- de- não- solidão, bicho-carente, tigre e lótus.

Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.

Tenho urgência de ti, meu amor.

Para me salvar da lama movediça de mim mesmo.

Para me tocar, para me tocar no toque me salvar.

Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre fou pura intuição, não mera loucura.

Ah, imenso amor desconhecido.

Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou ogados sem piedade no lixo.

Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez.

Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã."

Caio Fernando Abreu - Pensador.

quarta-feira, 30 de junho de 2010


"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis, esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso.

Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger.

Já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade.

Já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara muitas vezes"!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos.

Já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso.

Já pensei que fosse morrer de tantas saudades.

Tive medo de perder alguém especial(e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!

Não passo pela vida..

E você também não deveria passar!"
Charles Chaplin - Pensador.

terça-feira, 29 de junho de 2010


" A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tira-las do meu coração;

Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;

Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;

Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.

A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,

A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;

Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim deposito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;

A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade ( sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;

A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;

A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;

A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;

Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher."
Charles Chaplin - Pensador.